quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


Ainda bem que este ano está acabando..e eu não vou fazer promessas para o novo ano, nem tentar pensar no que deu errado no que passou, eu simplesmente foi focar no que me dá futuro e o resto será resto.
Só quero deixar registrado para eu mesma algumas coisas para que eu não faça em 2012:

  • Nunca confie de cara em ninguém
  • Nunca conte seus segredos
  • Nunca acredite num elogio
  • Nunca se abra com ninguém por mais que você precise
  • Nunca deixe que as outras pessoas deem palpite em sua vida
  • Nunca deixe que ninguém diga que seus planos não darão certo
  • Nunca deixe ninguém rir de suas ambições
  • Nunca sinta vergonha de ser você mesma
  • Nunca deixe de fazer algo por medo
  • Nunca faça nada de cabeça quente
  • Nunca seja impaciente
  • Nunca pense que você é burra
  • Nunca deixe ninguém te magoar
  • Nunca vá atrás de vingança
  • Nunca deixe nada tirar seu sorriso do rosto
  • Nunca pense que você não é capaz
  • Nunca diga nunca!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Eu não sou uma pessoa!

De fato os dias estão passando e nada anda mudando, a não ser pelo fato de novos problemas e nenhuma solução, não sequer um dia em que eu me deite na cama e consiga dormir, então eu rolo de um lado para o outro pensando na vida ou simplesmente no fato de continuar com ela do jeito que está.
Eu sorrio sempre que possível, faço piadas das minhas desgraças, na verdade eu sempre tentei ser uma boa pessoa para todo mundo, mas hoje eu estou deveras depressiva pelo fato de ser sozinha.
Sozinha por não ter quem visitar ou quem me visite, sozinha por não ter com quem conversar ou que converse comigo... Quem me odeia pode pensar 'bem feito, você merece', mas de fato eu brigo com as pessoas porque elas se intrometem em minha vida ou simplesmente são falsas, eu brigo por motivos que para mim são relevantes, se eu já briguei com você é porque você se meteu em minha vida ou foi falsa comigo ou na minha frente...
Enfim, eu queria desabafar, mas de fato não iria mudar muita coisa a não ser que alguém leia isto e sinta o mesmo que eu sinto agora: solidão!
Pessoas saem, se divertem, riem, bebem, pessoas têm vida social, viajam, conversam com amigos, visitam amigos, pessoas são normais... então eu não sou uma pessoa!

domingo, 9 de outubro de 2011

Sou responsável pelo que escrevo, não pelo que pensam!

Eu sempre quis escrever um livro... Mas falar sobre o quê? Queria contar sobre a minha vida, como ela foi e como é e até como ela será... Perante ao passado e ao presente tenho em vista que realmente um livro com todo o decorrer de minha vida seria de grande utilidade, um livro do tipo: 'Não faça deste modo' ou 'Não reclame de sua vida, veja como foi a minha' e coisas do tipo.

Confesso que escrevo no meu blog quando estou deveras magoada, sem esperanças, triste ou com muito ódio, mas de fato ele serve como minha valvula de escape para assuntos dos quais eu não quero e nem posso comentar com as pessoas, até porque confio em um número tão vasto de pessoas que elas podem ser contadas em menos de dedos de uma mão. O fato é que eu gostaria muito de escrever algo, mas para ajudar as pessoas, não livros de auto ajuda nos quais eles mandam você pensar positivo que sua vida será linda, NÃO, eu gostaria de escrever algo real para que pessoas reais pudessem compartilhar de experiências que eu já tive e ainda estou tendo apenas para que elas pudessem abrir seus olhos e enxergarem a realidade.

Não, eu nunca fui de uma ONG, eu nunca protestei por nada, eu nunca revolucionei nada, na verdade não há nada muito marcante em minha existência, mas de fato há pessoas que se martirizam, sofrem e reclamam por coisas que não chegam nem aos pés do que já passei (passo) e isto me revolta. Claro que todos temos problemas, mas há quem não os tenha e precise inventá-los apenas para parecer normal ou ainda inventá-los para ter assunto com quem já os tem. Eu não entendo os seres humanos...
Eu reclamo, choro, esbravejo, esperneio, grito, surto, tenho mil e uma maneiras de transpôr o que sinto de ruim em mim, claro, eu preciso colocar pra fora nem que seja chorando, mas não entendo como as pessoas são hipócritas.. mas hipocrisia é um assunto para outro post.
Eu queria ser conhecida por escrever bem, queria ser conhecida por um livro, queria ser alguém que olhassem e pensassem: ela se vangloriou por um feito legal! Mas não, eu sou mais uma zé ninguém no mundinho e creio que ficarei assim até que a terra me coma.. porém eu tento mudar isto, aos poucos e bem devagar, mas eu estou tentando fazer meu dia chegar e fico sonhando com a possibilidade de algum dia alguém ler o que escrevo e dizer: menina, vamos lançar um livro?
Utopias a parte e sonhos bobos também, o intuito do meu post não é chorar, nem reclamar, nem nada, é apenas falar um pouco sobre o que eu penso sobre algumas coisas, o que eu começarei a fazer a partir de hoje para que alguns hipócritas não leiam isto e corram por aí dizendo que sou uma pseudo depressiva com tendências suicidas... ou que ainda alguém leia coisas que posto em minhas redes sociais e saiam por aí tirando conclusões precipitadas... eu apenas sou eu e quero acrescentar algo à pelo menos UMA pessoa no mundo com o que eu escrevo, seja dolorido, feliz, raivoso ou sem sentido!
Enfim. Sou responsável pelo que escrevo, não pelo que pensam!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Frustração

Não tenho muitas pretensões a não ser viver, por que de fato eu ainda existo, já vivi muitos anos, mas de uns 5 anos para cá eu somente existo, pois os momentos raros de riso sincero são lendas e os momentos de amor que eu tanto tive não existem há meses..
 Eu já fui feliz, mas tenho em mim a raiz da infelicidade plena e latente no coração, ela se finca num ponto que não conheço e talvez nem conheça, mas eu sei os motivos das lágrimas... Frustração! Creio que a  frustração seja pior do que sua amiga com rima, a decepção, você se decepciona e cresce, mas você se frustra e sofre!
Eu sempre quis poder ter o que todo mundo tem, como uma família, por exemplo.. eu sempre quis ter irmãos, pai, mãe, avó e avô como uma pessoa comum, eu sempre quis poder sair nos finais de semana com amigos e ter amigos para visitar e ligar, sempre quis ter um emprego legal e fazer a faculdade dos meus sonhos... Mas eu não tenho nada disto! Talvez seja culpa minha por não ter corrido atrás da vida enquanto ela chacoalhava um osso e eu como um bom cachorro não tenha ido buscar, talvez eu tenha ficado sentada no sofá esperando o teto desabar naquelas tardes, talvez eu tenha acreditado em videntes, talvez eu tenha esperado o inesperado por muito tempo, talvez agora eu esteja sonhando com coisas impossíveis e me frustre de novo, mas eu só sei que eu levo minha vida num palco, sim, um palco, eu atuo, eu trato pessoas bem por obrigação e trato pessoas mal por não querer demonstrar paciência, eu finjo 99% de tudo, e para quê? Para tentar ser como todo mundo.. para ser normal, por que ninguém gosta de alguém que chora toda noite antes de dormir, ninguém se importa com uma pessoa que tem mais problemas do que a matemática, ninguém quer ouvir frustrações, ninguém quer amizade com alguém que não pode oferecer nada além de companhia... Então no meio de tanta atuação eu vou existindo e vendo o que o amanhã me reserva, como sempre esperando em vez de correr atrás, mas sabem porque não corro atrás? Minhas pernas estão cansadas de tanto batalhar e não chegar a lugar algum, então elas se sentaram há anos e estão descansando por tempo indeterminado.
 Só espero que meu amanhã não seja como meu ontem: cheio de lamúrias e frustrações! Porque me frustro desde o levantar da cama até o deitar de novo, há dias em que não tenho nem vontade de sair de lá, há dias em que eu queria passar dormindo, há dias em que eu nem queria existir...
Fora as decepções, fora as frustrações, fora as lágrimas..eu tenho o amor, porque eu amo uma pessoa e ela me ama e assim espero que seja para sempre, porque meu único motivo de viver se resumiu à esta pessoa e é nela que baseio minhas vontades do amanhã e é nela que estão meus sonhos de um dia poder rir de verdade sem ter medo de voltar para casa no outro dia...mas mesmo assim eu ainda sofro, mesmo com ele, porque ele está longe, mas está dentro de mim a todo instante ansiando o dia de nos vermos e é dele que eu sinto saudades, somente dele...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ela...

Ela tinha olhos grandes, boca carnuda e nariz fino! Cabelo liso castanho escuro na sombra e avermelhado ao sol, unhas intocáveis, pés lisos e sobrancelhas arqueadas; não falava com estranhos, mas não calava a boca quando bebia, era inteligente a sua maneira, tímida e apaixonada, usava sempre as mesmas roupas e não tinha muita vaidade. Ela odiava sol e se escondia no quarto em dias de chuva, tinha medo de trovões como um cão; mordia objetos na esperança de recolher sua ansiedade e pensava em suicídio de vez em quando! Não tinha amigos, mas não porque não gostaria, mas sim porque não confiava em humanos, preferia desabafar com seu cachorro à pedir ajuda de alguém, pois guardava tudo em sua mente e seu coração como em um cofre forte trancado sem chave para abri-lo... Tinha em seus pensamentos seus maiores inimigos e em sua ansiedade a imensa briga com a balança, comia, comia e comia até parar de chorar e depois chorava,chorava e chorava por ter comido, comido e comido! Era uma contradição constante dentro de sí, pois mesma hora em que amava vermelho, odiava morangos... Ela tinha uma verdade dentro de sí e algumas dúvidas sobre como não poderia ser ela mesma, sendo que todos pregam a sinceridade e quando a usava era repreendida! Não tinha muito animo em viver, mas tinha um motivo: ser reconhecida por ela mesma! Crescer, ser alguém e se auto vangloriar por ter conseguido o que mais sonhou: ter uma VIDA!